Trens: um ambiente social em que pessoas circulam todos os dias, onde são obrigadas a ouvir gravações repetidas a cada 10 ou 15 minutos. Na linha Turquesa. Sem ainda mencionar os assentos velhos, e desgastados e sujos, de pano, que um governador se recusaria a sentar nestes bancos, mas se é para o povão sentar e ir trabalhar, parece que serve, afinal não são governantes.
| Trens da CPTM "foto reprodução Rede RD" |
#TarcisioGomesdeFreitas
#CPTM
#TrensMetropolitanos
Se colocasse mais trens de maneira que todos pudessem ir sentados, estariam todos mais confortados; porém, além de viajar em pé e pagar a passagem, os passageiros são obrigados a ouvir gravações repetidas diariamente, do tipo:
"Sentar no Chão atrapalha!" Ainda somos obrigados a ouvir isso diariamente, que sentar no chão atrapalha. É lógico: se houvesse lugar para todos estarem sentados, não haveria necessidade de sentar-se no chão. Além de ser diariamente, são gravações que se repetem várias vezes em um mesmo dia.
Passageiros que circulam em pé, e os bancos que existem, muitos já estão com os estofados velhos, já sem cor e bem manchados.
Pessoas que utilizam diariamente estão condenadas a ouvir as mesmas gravações, semelhante a um antigo disco, ou a um "CD" compact disk riscado.
A população que utiliza o transporte fica submissa a essas gravações diárias, coibindo pessoas em convívio social.
A relação de pessoas que já estão com temor de olhar para o rosto da outra, muitas vezes já influenciadas pelo notório uso de celular, as pessoas estão dentro dos vagões dos trens, mas parece que não estão.
E a gestão Tarcísio, sem noção, cria pânico entre as pessoas, gerando ignomínia, indiferença e repulsa entre as pessoas, com uma das frases repetitivas e diárias, em tom acusador, como se estivesse chamando a atenção com efeito de bronca, e uma dessas frases é assim:
"Importunação sexual é crime, estamos de olho, respeito é bom e todo mundo gosta."
Diariamente a mesma frase se repete várias vezes. Imagine você utilizando esse meio de transporte, como se estivesse submetido a uma tortura diária, ouvindo a mesma frase todos os dias, toda semana e todo mês.
Ou ouvimos mensagens assim: que as "mochilas nas costas atrapalham a circulação", mas é claro que, se todas as pessoas tivessem condições de sentar, não estariam com as mochilas nas costas.
E, como estivesse tratando com animais selvagens, a gravação insiste em repetir em alerta: "respeito é bom e todo mundo gosta".
As mesmas gravações em todos os dias, em todas as horas e sequencialmente.
Com certeza Tarcisio Gomes de Freitas, com seu automóvel de luxo e ar-condicionado, nunca anda de trem, nem sabe o que é isso.
Está acabando com a sociabilidade entre as pessoas; por vezes, um simples olhar a quem está de frente ou do lado, parece estar sendo incomodado ou subjugado, como se fosse alguém com segundas intenções, causando assim um ambiente tóxico, insípido e de convívio nada agradável.
Como se homens e mulheres fossem bichos, e olhar para o lado, se quer sorrir em ato simpático e cortês para alguém, seria impróprio.
O governo do Tarcísio cria assim um ambiente impróprio, frio, antisocial, nada hospitaleiro. As pessoas já não sabem como se comportar socialmente; não dá para deduzir: já são atacadas diariamente como se todos fossem tarados ou maníacos, importunadores dos outros, e a toda hora a mesma frase repetitiva: "Estamos de olho!"
"Importunação sexual é crime, estamos de olho, respeito é bom e todo mundo gosta."
O povo é considerado gado, recebendo sempre a bronca e o cabresto do seu guia de voz repetida, ordenhando o gado com o berrante de como deve se comportar no caminho de ida e volta da pastagem.
A vida regressa anti-social de um governo inconsequente que parece não entender de pessoas, como se todo ser humano fosse espécie de ruminante de cabresto, que precisa ouvir o guia no assobio e grito ou toque do berrante de seu dono repetidamente.
Como se os seres humanos fossem bichos ordenhados, incapazes de conviver socialmente, lesando assim a honra de todos.
Parece que todos são repreendidos a cada momento, e o seu capataz quer um povo troncho que apenas vai trabalhar e volta como um cavalo no cabresto, e sem civilidade, sem poder olhar para os lados.
Desfazendo a geração de amizade e convívio social, já vivemos épocas em que as pessoas estão só com os seus olhares voltados para o celular, em que, muitas vezes, já não sabem nem quem está ao lado.
Então, para acabar com a civilidade e ética, ainda temos um governador despreparado, que parece não entender nada de ética social e ofende todos como possíveis importunadores sexuais.
Em vez de melhorar os transportes e dar condições para que todos possam sempre sentar-se nos bancos de trens, já que as passagens são pagas por todos que estão no transporte.
Este governo segura a verba e coloca a gravação repetitiva para incomodar os passageiros. E ainda pretende sempre vender, privatizar, para jogar o problema para a iniciativa privada, ou seja, para quem comprar, e assumir as linhas de trens da CPTM.
Com aquele slogan falso que todo mundo já conhece: "privatiza que melhora". Já sabemos dessa mentira,sendo que quem compra uma estatal investe seu dinheiro, seu capital, e pensa unicamente em cortar gastos e gerar capital.
A iniciativa privada que compra não comprou para fazer caridades e ajudar a população; o seu interesse é lucrar, nem que para isso cause demissão em massa ou possível aumento de passagens.
Um governo que só pensa em privatizar não sabe e não quer administrar; quer apenas passar o problema para frente para outros.
E a pergunta que fica no ar: para que ter governo, então, se ele não quer administrar as estatais? Será que o governo serve apenas para cobrar impostos? Então fica claro que o governo que prega as privatizações é um anarco-capitalista, sem saber por que ele mesmo indiretamente implica na desimportância de existir um governo.
Se não serve e não quer administrar, então teremos governos apenas para cobranças de impostos e para ter altos salários?
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